Gilberto Natalini, Inteligência Democrática (31/08/2026)
Temos visto as manifestações dos candidatos à Presidência no Brasil.
Tem sido um debate fraco, que não propõe saídas para os graves problemas do país. São arremedos de propostas.
A questão econômica fica na superficialidade. Hoje, 43% do orçamento nacional é drenado para pagar juros e serviços da dívida pública, sangrando e quebrando gravemente nossa economia, deixando míseros percentuais para as áreas sociais, penalizando a população.
Nenhum dos candidatos fala disso! Por medo, por ignorância, ou por conivência mesmo.
Outra questão candente, o meio ambiente e a emergência climática, passa à margem das observações dos candidatos. Continuamos sem rumo certo naquilo que é uma imensa ameaça, já presente em nossas vidas.
Os dois principais candidatos, artífices da polarização, se alimentam e se retroalimentam de questões ideológicas artificiais e tóxicas, que já saturaram o Brasil. Se acusam de corrupção, quando eles próprios têm vasto currículo nesse quesito. É o roto falando do esfarrapado.
Assim caminhamos para uma eleição que não vai resolver nossas necessidades. No mínimo, vai aumenta-las.
Tem sido muito difícil esse processo político.
A proposta de um centro democrático e ético não logrou ser construída até o momento como alternativa de poder, com um nome forte e respeitado para comandar o Brasil, junto com as forças que propõe a democracia, o desenvolvimento econômico com respeito à natureza, a maior equidade social e a fundamental moralidade pública.
Os dois principais candidatos têm 54% e 51% de rejeição popular. Portanto, essa será, novamente, a eleição dos rejeitados.
Pobre Brasil, órfão mais uma vez!



