Entre a Potência e a Alegria
Spinoza como Arquitetura da Liberdade Democrática em Tempos Sombrios
Joao Francisco Lobato, Inteligência Democrática (31/01/2026)
Imanência, afetos e liberdade comum diante do ruído do mundo
Antes que a palavra se tornasse sistema, antes que a filosofia se levantasse como edifício de pedra lavrada e linhas retas, houve o gesto — o ato inicial de um pensamento que preferiu o desabrigo da coerência ao teto baixo das certezas fáceis. Em uma pequena oficina em Amsterdã, no século XVII, enquanto o pó de vidro flutuava sob a luz solar, Baruch Spinoza não apenas refinava a visão física dos seus contemporâneos, mas lapidava a própria estrutura da realidade. Spinoza não foi apenas um filósofo; foi um evento sísmico na história do pensamento ocidental, um verdadeiro lapidador do infinito. Ele não ergueu escadas para alcançar um céu distante; desceu ao subterrâneo das causas e encontrou ali o fulgor silencioso de uma evidência: Deus não mora para além da natureza, porque é a própria natureza em sua potência infinita de existir e de se produzir. A imanência spinozana, assim, não explode como trombeta: opera como erosão paciente, como água que insiste, até que a rocha da transcendência, acostumada a reinar, descobre que não é mais o centro. Dissolve-se a imagem de um soberano celeste; recusa-se a ficção de uma vontade separada; substitui-se o teatro teológico do mundo por uma ontologia sem bastidores. Não há trono metafísico de onde emanem decretos; não há providência que distribua prêmios e castigos; há o tecido do ser, uno e infinito, no qual cada modo — corpo, mente, cidade, instituição — persevera segundo a necessidade que decorre da essência divina, isto é, da própria ordem da Natureza (Deus sive Natura). Nesse desenho, liberdade não é milagre contra a causalidade: é inteligência do que nos determina; não o capricho de escolher sem causa, mas a passagem do ser arrastado ao ser que age por causas adequadas. E a alegria, longe de ornamento moral ou compensação futura, torna-se sinal terrestre do aumento de capacidade de agir: uma variação do existir que indica, na carne e no pensamento, a passagem a um grau maior de perfeição.
O deslocamento operado por Spinoza não é apenas uma reforma do céu; é uma reordenação do chão. A política, desamarrada dos altares, passa a ser pensada como problema de composição: como se ligam as forças realizadoras, como se encadeiam os afetos, como se desenha uma vida comum que não seja cativeiro. Identificar Deus com a Natureza corta, pela raiz, a velha árvore das legitimações: o comando deixa de poder justificar-se como eco do divino transcendente e precisa explicar-se no plano do humano, no entrelaçamento de causas, medos, esperanças, utilidades e desejos. Por isso a Ética não é apenas manual de virtudes privadas; é cartografia de paixões públicas, gramática das forças que erguem ou derrubam regimes. O conatus — o esforço de perseverar no ser — abre uma lente: instituições podem ser vistas como modos de perseverança comum, arranjos de duração, tentativas de estabilizar a vida em meio às tempestades dos estados d’alma. O vigor político não é substância que cai sobre a multidão como sombra: é efeito da energia vital coletiva, expressão de uma composição, e tanto mais estável quanto menos depende de causas exteriores e mais se enraíza na inteligência dos vínculos. A democracia, nesse horizonte, deixa de ser mera técnica eleitoral e passa a ser forma de vida mais próxima da natureza humana entendida como capacidade de afetar e ser afetada em comum, sob a orientação das causas que esclarecem.
A claridade dessa arquitetura aparece com mais força quando confrontada com as arquiteturas rivais. Em Thomas Hobbes, sobretudo no Leviatã, o estado de natureza é pintado como guerra difusa, em que cada encontro pode ser ameaça, e a paz surge como contrato selado pelo medo. O cálculo que funda o Estado é o cálculo da sobrevivência: abdica-se de direitos para obter segurança, e a soberania se concentra como lâmina única, indivisível, capaz de cortar a discórdia pelo terror. Em Hobbes, a estabilidade tem o timbre de um aço frio: o Estado se torna “pessoa artificial” e sua vontade vira lei. Spinoza desloca o centro desse drama. Primeiro, recusa a alienação total do direito natural: direito e capacidade de agir são correlatos, e ninguém pode entregar integralmente aquilo que é — um modo que persevera e deseja. Segundo, retira do medo o posto de cimento da cidade: um Estado que governa pela ameaça produz súditos domesticados, e súditos domesticados vivem sob paixões tristes, terreno fértil para ressentimento, conspiração e violência. O poder que se proclama absoluto por coerção é, no fundo, dependente e frágil: precisa do medo como muleta externa, revelando uma hubris que se disfarça de força. A estabilidade spinozana busca outra música: a organização racional dos influxos, a adesão ativa, a transformação de paixões passivas em ações, um verdadeiro exercício de sophrosyne — não como moralismo, mas como arte de compreender para não ser arrastado. Deleuze, ao ler Spinoza, nota que a questão não é a origem do poder, mas a constituição de um poder que se explica por si, que encontra consistência na própria composição das forças coletivas.
A vizinhança com Maquiavel é real: não há idealismo ingênuo, não há homem “como deveria ser”, há homens como são — inclinados, instáveis, atravessados por emoções. O Príncipe conhece o mundo como campo de forças onde fortuna e virtù se enredam, e onde a estabilidade depende da capacidade de lidar com paixões e interesses. Spinoza, porém, não se contenta com a arte de manter o poder; procura a ciência das causas que o tornam durável sem que se converta em máquina de tristeza. A virtù maquiaveliana é excelência estratégica do governante; a virtude spinozana é capacidade de agir segundo a razão, isto é, a capacidade de compor relações que aumentem o vigor e a alegria, em vez de explorar o medo como combustível. Maquiavel ensina a fundar e a conservar pela prudência e pelo golpe; Spinoza tenta mostrar como a conservação que vale a pena é aquela que amplia a vida comum e reduz o império das paixões tristes.
Com Locke, o diálogo se dá no terreno do liberalismo: direitos, tolerância, limites do governo. Locke pode tratar a tolerância como prudência, um modo de administrar dissensos religiosos sem abalar a ordem civil, e faz da propriedade um eixo central da legitimidade. Spinoza vai mais fundo e mais amplo: a liberdade de pensamento não é concessão do Estado, mas fato ontológico. No Tratado Teológico-Político, insiste que ninguém transfere a outrem a capacidade de julgar: pode-se constranger a boca, mas não se acorrenta a mente. A liberdade de filosofar aparece como condição de paz e de piedade genuína, não como ameaça. Onde o liberalismo por vezes “contém” a divergência como risco, Spinoza reconhece a pluralidade como parte do próprio tecido da vida comum — e, por isso, como algo a ser organizado, não sufocado. A interdição do pensamento, seja por censura institucional, seja por intimidação social, surge como sintoma de incapacidade de agir: quando a ordem precisa do silêncio, confessa que não sabe compor.
Rousseau aprofunda a questão da soberania popular ao falar da vontade geral, tentando fazer do comum algo mais do que a soma de interesses privados. Há aí uma ambição emancipatória, mas há também um perigo: a vontade geral, convertida em abstração, pode transformar-se em instrumento de homogeneização e pressão moral. Spinoza, ao pensar a multitudo, preserva a multiplicidade como dado constitutivo e evita a tentação de uma unidade moral totalizante. O comum não exige que as singularidades se dissolvam num corpo único; exige que se componham de modo estável. A democracia, nessa perspectiva, não é fusão, mas orquestração: uma harmonia sempre imperfeita, sempre em recomposição, em que cada parte pode perseverar e aumentar o vigor precisamente porque encontra formas de cooperação que não a esmagam. A diferença é politicamente sensível: projetos de unidade, em tempos polarizados, rapidamente se tornam máquinas de exclusão, patrulhamento e punição dos dissidentes.
O contraste com Kant é mais profundo, como se tocasse a própria ossatura da modernidade. Em Kant, sobretudo na Crítica da Razão Prática, liberdade moral depende de uma cisão: natureza de um lado, liberdade de outro; causalidade e dever, inclinação e lei. A ética kantiana se estrutura como tribunal: o imperativo categórico legisla com validade incondicionada e a moralidade se mede pela submissão a uma lei que não nasce das inclinações. Spinoza desfaz essa divisão como quem abre uma janela: tudo se dá na Natureza e segundo suas leis; a liberdade é a necessidade compreendida, não uma exceção. Em vez de uma moral que combate desejos com dever, surge uma ética que transforma emoções pela compreensão das causas. Não se trata de reprimir; trata-se de ordenar. A beatitude não é prêmio; é capacidade de existir sob a forma do conhecimento, culminando no amor intellectualis Dei. Essa diferença incide diretamente sobre a moralização pública: onde o kantismo pode alimentar facilmente o gesto acusatório — culpa, imputação, punição —, Spinoza desloca para o entendimento: não “condenar”, mas compreender por que se odeia, por que se teme, por que se deseja interditar. A chave passa da sentença ao diagnóstico, e do diagnóstico à reorganização das condições de vida.
A vizinhança com Nietzsche é luminosa e tensa. Nietzsche, na Genealogia da Moral, desmascara as morais da renúncia e do ressentimento, mostra como a incapacidade de agir se disfarça de virtude, e como a força se torna culpa. Em Spinoza, há um precursor: a crítica às paixões tristes que diminuem o vigor e produzem servidão; a recusa de uma moral de culpa; a afirmação do conatus como nervo do existir. Mas há diferenças decisivas. Nietzsche desconfia da razão como domesticação; Spinoza confia na razão como capacidade de agir mais alta, não contra a vida, mas como sua forma organizada. Nietzsche aposta na criação de valores e numa transvaloração com tonalidade trágica; Spinoza aposta na compreensão das causas e na arquitetura da vida emocional. Onde Nietzsche parece por vezes incendiar para purificar, Spinoza insiste em compor para libertar.
Deleuze, no século XX, oferece uma das leituras mais férteis: a ética spinozana como etologia, ciência dos encontros, das velocidades, dos corpos que se compõem ou se decompõem, dos sentimentos que aumentam ou diminuem o ímpeto. Essa lente permite perceber o presente como laboratório de afetos: polarização não é apenas divergência de ideias, mas regime de paixões tristes que captura corpos e mentes em circuitos de repetição; interdição não é apenas censura, mas tentativa de estabilizar identidades por supressão do outro; violência simbólica não é força, mas incapacidade de sustentar-se no plano da razão. Nessa chave, o mundo contemporâneo aparece como uma maquinaria de aceleração de estados d’alma: indignação convertida em ódio; medo convertido em certeza; certeza convertida em punição.
Hannah Arendt, embora parta de outra tradição, converge em um ponto decisivo: a política depende do espaço público plural, do lugar em que seres humanos aparecem uns aos outros por meio da palavra e da ação. Em Entre o passado e o futuro, a política se perde quando se reduz a administração ou quando a esfera pública se dissolve. Ainda que Spinoza insista na necessidade causal e Arendt sublinhe a imprevisibilidade da ação, ambos reconhecem que a vida comum exige condições para que a pluralidade não se torne guerra permanente. Quando a palavra vira arma, a política se degrada em espetáculo; quando o dissenso vira excomunhão, o comum se torna impossível. A diferença é que Spinoza oferece, com sua teoria dos afetos, uma anatomia do colapso: mostra o ponto em que o medo e a superstição sequestram a razão e fazem da multidão um corpo que se volta contra si.
É aqui que a origem do pensamento spinozano ganha densidade simbólica, porque o nascimento de uma filosofia não é apenas biografia: é choque de placas tectônicas. O eco do Cherem — o trovão da excomunhão de 1656, pronunciado pela comunidade judaica de Amsterdã com maldições bíblicas que pretendiam apagá-lo da existência social — ressoa menos como um silêncio biográfico e mais como o embate entre os céus da transcendência e o solo fértil da imanência. A Causa da Expulsão não foi má conduta, mas “opiniões abomináveis” e “atos monstruosos”, como o questionamento da autoria divina do Pentateuco e da imortalidade da alma. Ele recusou a pensão oferecida pela sinagoga em troca de silêncio. Sua saída da comunidade não foi uma negação de sua herança, mas uma expansão: ao ser cortado do “povo escolhido”, ele escolheu a Humanidade e a Natureza. Não se trata apenas de uma punição comunitária, mas de um sinal histórico: a velha ordem, temendo perder o céu, tenta interditar o chão. Mas a imanência, quando aparece, não pede permissão; ela se instala. E, instalada, desloca tudo: a religião deixa de ser mecanismo de medo, o Estado deixa de ser altar armado, e a liberdade deixa de ser promessa.
A atualidade dessa arquitetura é quase dolorosamente evidente em tempos de obscurantismo renovado, polarização, discurso de ódio, apologia à violência, interdição do debate, censura e patrulhamento, intimidação e “lacração”. O obscurantismo, sob a lente spinozana, é triunfo da imaginação sobre a razão: proliferação de ideias inadequadas, fragmentárias, ligadas por medo e esperança, facilmente manipuláveis por dispositivos de propaganda e por economias da atenção. Spinoza já indicava, no Tratado Teológico-Político, como medo e esperança alimentam a superstição, e como a superstição é aliada íntima da tirania: onde a causa é desconhecida, a mente se agarra a fantasmas e, agarrada, se torna governável. A polarização, por sua vez, é o endurecimento emocional da diferença: a divergência deixa de ser ocasião de entendimento e se torna guerra de identidades, impulsionada por uma hubris que se recusa a compreender o outro. O ódio, então, não é mero sentimento; é vínculo negativo que fixa a imaginação numa imagem do inimigo, impedindo a passagem ao conhecimento das causas. A violência — física, verbal, simbólica — surge como o limite em que a incapacidade de agir se mascara de força: quando a composição falha, escolhe-se a destruição como substituto da política.
A “lacração”, entendida como moralização performática, acelera esse circuito. Troca-se argumento por sentença, reflexão por escárnio, crítica por espetáculo. O ganho é imediato: pertencimento, visibilidade, superioridade moral instantânea. O custo é alto: reforço de estados d’alma tristes, empobrecimento do espaço comum, estreitamento do pensamento. Em termos spinozanos, trata-se de regressão ao primeiro gênero de conhecimento, dominado por opinião, rumor, contágio e imagem, uma manifestação da hubris da certeza. A resistência possível não está em interditar a linguagem, mas em reconstruir as condições do entendimento: desacelerar reações automáticas, fortalecer investigação, cultivar hábitos que façam a mente atravessar o nevoeiro da imaginação e alcançar causas adequadas — um exercício de sophrosyne pública, no qual a firmeza não se confunde com a ferocidade.
Nesse ponto, La Boétie entra como sombra antiga que fala com voz contemporânea. O Discurso sobre a servidão voluntária pergunta como tantos se submetem a tão poucos e mostra que a dominação se mantém não apenas pela força, mas pelo hábito, pela adesão, pela internalização do jugo. O presente oferece formas novas da mesma servidão: submissão a máquinas de indignação, entrega da atenção a algoritmos de ódio, aceitação de tribunais digitais como se fossem justiça, culto a líderes autoritários em troca da ilusão de segurança. Spinoza fornece o esqueleto conceitual dessa dinâmica: a submissão floresce quando paixões tristes dominam, quando ideias inadequadas impedem compreender causas e quando a esperança de proteção é trocada por obediência. A tirania, nesse sentido, não é apenas regime político; é regime emocional.
A alternativa spinozana não é conciliação ingênua nem moralismo de palanque; é rigor e delicadeza ao mesmo tempo. Combater paixões tristes não se faz com sermões: faz-se com sentimentos mais fortes e alegres, e com instituições que favoreçam a produção de ideias adequadas. A razão, aqui, não é abstração pálida; é prática de composição. A democracia não é retórica; é arte paciente de organizar a energia vital coletiva de modo que o medo não seja o motor. A liberdade de pensar e dizer não é luxo; é condição de saúde política, porque um Estado que depende do silêncio já começou a adoecer.
Em síntese, a imanência spinozana oferece uma arquitetura para compreender e enfrentar a crise contemporânea do político. Contra o soberano do medo em Hobbes, afirma-se a potência comum como fonte de estabilidade; contra o pragmatismo que se limita ao golpe, como em Maquiavel, propõe-se uma ciência dos sentimentos que busca duração sem servidão; contra um liberalismo que frequentemente reduz liberdade à propriedade, afirma-se a liberdade de pensamento como necessidade ontológica; contra o risco de uma unidade moral opressiva em Rousseau, preserva-se a pluralidade da multitudo com equilíbrio; contra o dualismo moral kantiano, insiste-se numa ética intrínseca da transformação; contra o ressentimento diagnosticado por Nietzsche, sustenta-se uma afirmação da vida que não abdica da clareza; com Deleuze, explicita-se a ética como etologia das composições; com Arendt, reforça-se que o espaço público plural é condição do comum. E, atravessando tudo, permanece a intuição spinozana: quando a tristeza governa, a servidão se instala; quando a compreensão avança, a liberdade se torna possível.
Revisitar Spinoza em nossa conjuntura é, em última instância, um ato de coragem intelectual e de esperança política. É recusar a alternativa entre o cinismo desencantado e o fanatismo cego, propondo uma terceira via: a razão como paixão organizada, a política como composição de forças realizadoras, a democracia como forma de vida em que cada existência aumenta sua força realizadora ao encontrar outras existências e nelas compor. É afirmar que, mesmo quando as trevas parecem mais densas, a arquitetura da liberdade permanece de pé — não como monumento imóvel, mas como ponte sempre em construção — aguardando apenas que a multidão recupere sua consciência de si mesma como potência coletiva, capaz de pensar, de sentir e de agir segundo a ordem da razão intrínseca, sem precisar de altares para caminhar, nem de censuras para respirar, nem de ódio para existir.
REFERÊNCIAS
ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. 8. ed. São Paulo: Perspectiva, 2016.
DELEUZE, Gilles. Espinosa: filosofia prática. São Paulo: Escuta, 2002.
HOBBES, Thomas. Leviatã ou matéria, forma e poder de um estado eclesiástico e civil. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
KANT, Immanuel. Crítica da razão prática. São Paulo: Martins Fontes, 2016.
LA BOÉTIE, Étienne de. Discurso sobre a servidão voluntária. São Paulo: Brasiliense, 1982.
LOCKE, John. Dois tratados sobre o governo. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da moral: uma polêmica. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
SPINOZA, Baruch. Ética. Belo Horizonte: Autêntica, 2020.
SPINOZA, Baruch. Tratado político. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
SPINOZA, Baruch. Tratado teológico-político. São Paulo: Martins Fontes, 2003.




Adorei! Oportuno para consolidarmos a democracia como modo de vida