RESUMO
Estou coordenando um novo programa chamado EDUCAÇÃO INOVADORA EM UMA ÉPOCA DE IA. Não é para ensinar ninguém a usar os modelos de Inteligência Artificial existentes (para isso já existem diversos cursos). É sobre como usar o netweaving (a articulação e animação de redes humanas) para desenvolver a inteligência tipicamente humana. O que implica também, entre outras coisas, aprender a usar de uma nova forma, coletiva, a inteligência artificial. É um programa que pode ser aplicado em empresas, organizações da sociedade civil e, inclusive, em escolas. Qualquer ambiente pode ser convertido em um campo de aprendizagem interativa - capaz de despertar nos interagentes a inteligência tipicamente humana - por meio da experimentação de quatro tipos de “tecnologias sociais”: a coinvestigação, a coimaginação, a cocriação e a celebração compartilhada. O programa tem uma extensa fundamentação teórica, mas é muito prático. Em suma, nele você pode aprender quatro coisas: 1) Como organizar um ambiente físico e um ambiente virtual adequados para que essas coisas (a coinvestigação, a coimaginação, a cocriação e a celebração compartilhada) aconteçam. 2) Como capacitar netweavers (articuladores e animadores) de redes humanas para fazer tudo isso acontecer. 3) Como adaptar os espaços que você já tem na sua empresa ou organização: uma sala, um salão, um auditório, uma quadra de esportes, um hall, um jardim de inverno etc. 4) De que mobiliário e equipamentos mínimos você vai precisar e quais plataformas e aplicativos você pode usar. O programa tem apenas um mês de duração (com quatro sessões semanais). O início do programa, inicialmente planejado para setembro, vai ser adiado para novembro (em razão das agendas dos facilitadores e da necessidade de um tempo maior de divulgação e explicação). Sim, é um programa interativo com uma equipe de vários catalisadores. As inscrições permanecem abertas e continuam valendo os descontos por ordem de inscrição. Continue lendo para saber mais.
EDUCAÇÃO INOVADORA EM UMA ÉPOCA DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Um programa com Augusto de Franco e equipe de catalisadores
Vamos compartilhar algumas consequências, para a aprendizagem interativa, das nossas investigações - minhas e de uma equipe de netweavers - dos últimos vinte anos na Nova Ciência das Redes.
Os conhecimentos descobertos na exploração (teórica) e na experimentação (prática) do netweaving (articulação e animação de redes humanas), podem ser aplicados para ajudar a resolver um dos principais problemas que enfrentamos: o problema da educação.
QUAL É O PROBLEMA?
Diante do atraso educacional do Brasil (em parte responsável pela nossa baixa produtividade e insuficiente desenvolvimento) não adianta apenas cobrar que o Estado tente copiar, centralizadamente, soluções que deram certo em outros países. Todos nós podemos - e devemos, se quisermos - fazer alguma coisa para dar um salto na educação.
“Ah! Então vamos copiar o que deu certo: na Coreia do Sul ou na Finlândia; ou mesmo no Brasil, em Sobral (no Ceará)”.
Mas o problema é que agora nada disso vai poder servir de paradigma. Não temos 10 a 15 anos para esperar os resultados, não propriamente em razão do curtoprazismo (e da descontinuidade) das políticas governamentais e sim porque a IA digital e a IA física (os robôs), muito provavelmente, vão mudar tudo em menos de 10 a 15 anos.
E, mais importante ainda: porque a escola (como burocracia da ensinagem) é ruim; de certo modo, quanto mais excelente, pior. Mais de 80% da nossa aprendizagem sempre foi sem escola (e até Tolstoi viu isso, já no final do século 19).
Se a aprendizagem não se entrelaçar com a vida social não há saída. Isso significa que tudo na sociedade deve virar escola-não-escola. Uma sociedade desescolarizada; ou totalmente escolarizada com não-escolas (como burocracias do ensinamento), porém coalhada de diferentes ambientes de aprendizagem onde seja possível realizar coinvestigação, coimaginação, cocriação, comum-celebração, que são maneiras de reprogramar os humanos, há milênios programados com “inteligência artificial” (porque baseada na produção artificial de escassez), para que virem humanos com inteligência tipicamente humana.
Se, numa era marcada pelo uso generalizado da Inteligência Artificial, insistir nas velhas formas de educação não trará os resultados esperados em tempo hábil, então não adianta de ficar esperando tudo do Estado: todos devem fazer a sua parte: os governos, as empresas e as organizações da sociedade.
Sim, as empresas devem ser também ambientes de aprendizagem, organizando suas próprias iniciativas de educação (e até estimulando a formação de startups educacionais por parte de seus dirigentes e funcionários, tendo como público-alvo os seus próprios colaboradores e demais stakeholders).
Da mesma forma, as organizações da sociedade civil devem organizar suas próprias comunidades de aprendizagem.
De modo geral todas as comunidades de vizinhança, de prática e de projeto, têm de ser também comunidades de aprendizagem.
Mas, pelas razões já expostas aqui, não adianta reproduzir a escola tradicional em todo lugar.
É necessário ensaiar processos de aprendizagem inovadores, baseados na livre-interação, no alterdidatismo (e não no heterodidatismo, que é mais ensinagem do que aprendizagem), no uso coletivo da inteligência artificial e na configuração de ambientes favoráveis à emergência de uma inteligência tipicamente humana.
A educação agora é para a vida inteira. E a educação não é apenas para crianças e jovens e sim também para adultos e idosos. É para todos, o tempo todo.
Além disso, a criança não é uma miniatura de adulto. A educação que recebe não é só para depois e sim sobreduto para agora, enquanto é criança, para viver como criança, fazendo as coisas que só uma criança pode fazer - como brincar e jogar.
E o idoso não é um adulto que se aposentou porque seu prazo de validade venceu. Ninguém se aposenta da vida (a ausência da vida é a morte). A educação que recebe deve ser para viver como idoso, explorando as atividades que só poderia fazer nessa fase da vida - como, entre outros, contemplar.
Há uma sólida fundamentação teórica sobre isso que foi desenvolvida na última década. Se quiser conhecê-la baixe gratuitamente o livro:
FRANCO, Augusto (2016). Melhorar ou mudar a educação
Temos já várias evidências de que a aprendizagem interativa é capaz de desenvolver potencialidades da inteligência tipicamente humana. É disso que precisamos e não de competir com a IA, nem de tentar que os humanos desenvolvam capacidades de máquinas inteligentes.
Não se trata, portanto, de ficar buscando formas de aprimorar a habilidade de resolver problemas, de aumentar a memória ou de potencializar outras capacidades cognitivas que não são exclusivamente humanas e que poderão ser exercidas por máquinas inteligentes.
Trata-se de ensejar que as pessoas que já vivem no futuro da Inteligência Artificial aprendam a projetar e gerir mundos orgânicos (comunidades, empresas e outras organizações - inclusive escolas) em que humanos possam se libertar das tarefas de máquinas e não se transformem – ou não transformem outros humanos – em máquinas. Se fizermos isso conseguiremos multiplicar o número de pessoas criativas.
É claro que uma ou outra iniciativa nesse sentido não vai resolver o chamado “problema da educação”. Mas quanto mais iniciativas surgirem, mais oportunidades teremos de expandir formas de aprendizagem compatíveis com o mundo em que vivemos.
Para superar esse problema, que já se arrasta por décadas, será necessário um novo movimento, não promovido por uma organização centralizada, mas por uma rede distribuída de iniciativas convergentes. Agentes de educação, atuando de baixo para cima, podem fazer o netweaving dessa rede para cumprir, em cada comunidade de aprendizagem, o papel de catalisadores desse processo educativo distribuído.
E QUAL É A FÓRMULA?
Não há propriamente uma fórmula, um caminho único para começar a fazer tudo isso em uma empresa, em uma organização da sociedade civil e, inclusive, em uma escola. Mas apresentamos a seguir um dos caminhos possíveis.
Esse caminho é o de configurar ambientes onde possa haver compartilhamento de investigação (labs, feiras de ciências), imaginação (oficinas de artes), criação (festival de ideias: cocriação de projetos) e celebração (viradas culturais, festas).
Tudo isso com o uso coletivo da IA, mas fazendo coisas que só os humanos (interagindo em rede) podem fazer.
POR QUE O NETWEAVING É A CHAVE?
Porque o netweaving ativa as redes que já existem em ambientes humanos. Ao ativar essas redes algumas coisas surpreendentes podem acontecer:
As pessoas ficam mais conectadas e se aglomeram espontaneamente a partir da congruência dos seus desejos para realizar coisas juntas (cocriando ideias e projetos e implantando soluções).
As pessoas encontram mais facilmente (com menos intermediários) outras pessoas que podem se sintonizar com elas em torno de algum propósito comum.
As pessoas aprendem mais rapidamente umas com as outras o que desejam saber (a inteligência tipicamente humana coletiva é capaz de descobrir pistas para superar problemas e para antever caminhos com mais organicidade do que a inteligência artificial acessada individualmente).
As pessoas se mobilizam para fazer qualquer coisa que desejam sem necessidade de uma coordenação externa que atue por comando e controle.
Os ambientes em que as pessoas convivem ficam mais interativos e mais criativos, ou seja, aumentam sua inovatividade (ou sua oportunidade de inovar).
PARA QUE SERVE ESSE NOVO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO INOVADORA?
No programa de educação inovadora baseada em netweaving você vai aprender:
Como implantar na sua empresa ou organização, inclusive na sua escola (e no seu entorno social), um sistema de eventos que enseje a aprendizagem humana baseado numa visão interativista e não cognitivista da aprendizagem.
O pressuposto básico é simples: as pessoas têm que investigar, criar, inventar e celebrar para aprender - e têm que fazer isso interagindo em rede.
Coinvestigação | Se as pessoas investigam juntas (qualquer coisa), turbinam uma forma de aprendizagem interativa capaz de ensejar a irrupção de uma inteligência tipicamente humana (intimamente relacionada ao emocionar humano e que nunca poderá ser substituída pela inteligência artificial).
Coimaginação | Se as pessoas imaginam juntas, criando obras de arte (de qualquer tipo), acontece a mesma coisa. Liberta-se o potencial criativo ou inovador comum.
Cocriação | Se as pessoas criam juntas ideias que viram projetos (de qualquer natureza), acontece a mesma coisa. Aumenta-se a inovatividade dos ambientes cocriativos e mais ideias e projetos tendem a surgir.
Celebração | Se as pessoas celebram (ou festejam) juntas, se comprazendo na convivência, acontece a mesma coisa. É uma experiência de liberdade no sentido democrático-originário do termo. E como dizia Tolstoi (1862), talvez o primeiro teórico heterodoxo da educação, “o critério da pedagogia é só um: a liberdade”.
Ou seja, ao fazer o programa EDUCAÇÃO INOVADORA EM UMA ÉPOCA DE IA você vai aprender, na prática, como configurar ambientes de investigação-aprendizagem, de imaginação-aprendizagem, de cocriação-aprendizagem e de celebração-aprendizagem.
Não é necessário que você faça essas quatro coisas (coinvestigação, coimaginação, cocriação e celebração) de uma vez. Em algumas circunstâncias algumas delas podem ser mais adequadas, pelo menos para começar. Mas investigar e criar coletivamente é indispensável em qualquer situação.
MAS O QUÊ, CONCRETAMENTE, VOCÊ VAI APRENDER?
Como organizar um ambiente físico e um ambiente virtual adequados para que essas coisas aconteçam.
Como capacitar netweavers (articuladores e animadores) de redes humanas para fazer tudo isso acontecer.
Como adaptar os espaços que você já tem na sua empresa ou organização: uma sala, um salão, um auditório, uma quadra de esportes, um hall, um jardim de inverno etc.
De que mobiliário e equipamentos mínimos você vai precisar. E quais plataformas e aplicativos você pode usar.
O que você precisa fazer e o que não deve fazer.
QUANDO E COMO SERÁ REALIZADO O PROGRAMA?
O programa será realizado nos dias 5, 12, 19 e 26 de novembro de 2026. As aulas interativas, sempre a partir das 20h00, serão ministradas pelo Zoom. Haverá um grupo de WhatsApp do programa para avisos e conversas sobre o tema.
Os inscritos poderão propor aos demais participantes o exame coletivo de suas ideias ou projetos. Nesses casos será aberta uma sessão Zoom especial, com a participação do condutor do programa.
QUAL É A PROGRAMAÇÃO?
Sessão 1 (05/11/2026) - O que é netweaving e quais as principais tecnologias de netweaving.
Sessão 2 (12/11/2026) - Como capacitar pessoas para cumprir o papel de netweavers e catalisadores de processos de aprendizagem interativa.
Sessão 3 (09/11/2026) - Como usar coletivamente a Inteligência Artificial. Explorando o REXOS (IA Agent powered by the New Science of Networks).
Sessão 4 (26/11/2026) - Como configurar ambientes físicos e virtuais de coinvestigação, coimaginação, cocriação e celebração.
QUAL O VALOR DO INVESTIMENTO?
Preço normal: 840,00
Preço com desconto: 590,00
O desconto especial de 30% é para quem fizer sua inscrição até 20 de setembro de 2026.
Pagamento por PIX. Pode ser parcelado (a depender do banco utilizado).
POR QUE FAZER SUA INSCRIÇÃO ANTECIPADA APROVEITANDO O DESCONTO?
Porque as turmas são pequenas. As vagas são muito limitadas e serão preenchidas por ordem de inscrição.
COMO FAZER SUA INSCRIÇÃO NO PROGRAMA?
Preencher a ficha de inscrição no link abaixo:
https://forms.gle/Sx8z6y8QyTfrCr817
QUEM COORDENARÁ O PROGRAMA?
O programa será conduzido por Augusto de Franco e por uma equipe de netweavers que atuarão como catalisadores do processo de aprendizagem.
Augusto de Franco investiga redes (e a emergência de uma sociedade em rede) – há mais de 25 anos. Escreveu vários livros e dezenas de artigos sobre o assunto. Foi um dos três coordenadores, juntamente com Ruth Cardoso, do Comitê Executivo do Conselho da Comunidade Solidária (1995-2002) onde desenvolveu e aplicou a metodologia do DLIS - Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável - em todo o país, coordenou a elaboração e aprovação da Lei 9790/99 que criou as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPS). Foi membro do Conselho Deliberativo do Sebrae Nacional, onde implantou e coordenou a execução do programa de desenvolvimento local em milhares de localidades. Foi o consultor da UNESCO para o programa Governança Solidária Local da Prefeitura de Porto Alegre (2006-2008). Implantou o programa de desenvolvimento local da Federação das Industrias do Estado do Paraná (FIEP) em centenas de cidades do estado (2006-2011). No final de 2008, juntamente com alguns parceiros, fundou a Escola-de-Redes com mais de 13 mil pessoas conectadas. Trabalhou com o tema em organizações da sociedade civil, grandes e pequenas empresas e governos de todos os níveis.
O QUE É O REXOS?
Um Agente de Inteligência Artificial chamado REXOS ficará permanentemente disponível aos inscritos para acessar a bibliografia básica de referência (contendo os textos fundamentais da nova ciência das redes e temas correlatos) e para responder questões sobre o conteúdo do programa cruzando as diferentes fontes adotadas.
Como acessar o REXOS?
Os participantes inscritos receberão um link para acessar o REXOS (permanentemente e não apenas durante o curso).





