Analistas progressistas e propagandistas governistas estão repetindo, por ingenuidade, maldade ou esperteza, a ideia de que há uma guerra entre duas facções no STF. Que, no fundo, seria a mesma guerra instalada na sociedade brasileira pela polarização entre dois populismos (de esquerda x de direita).
Errado!
Em primeiro lugar porque, independentemente da polarização, altos funcionários públicos cometeram crimes. Quem investiga esses crimes não pode ser desqualificado porque há uma polarização e o investigador pertenceria a um dos lados, nem virar um criminoso tão culpado quanto os verdadeiros criminosos.
Em segundo lugar, isso passa a impressão, para as pessoas comuns, de que se trata de um desentendimento entre poderosos. Aí elas pensam: "Eles lá que se entendam, não temos nada a ver com isso".
Em terceiro lugar, isso legitima o vale-tudo que Lula e o PT querem fazer para vencer a eleição a qualquer preço. Afinal, guerra é guerra. Então qualquer coisa está valendo.
Com a ajuda de parte da imprensa, o governo Lula, o PT e alguns membros do STF estão tentando transformar os crimes de corrupção de um ministro do STF em uma briga entre dois ministros do STF.
E estão tentando esconder a aliança entre Lula e Alexandre de Moraes. Mas os militantes do PT atrapalham essa manobra. Basta ver como eles estão defendendo Moraes com unhas e dentes nas mídias sociais.
Sim, Lula e Moraes são aliados. Lula foi pessoalmente aos EUA advogar a favor de Moraes (no caso da Lei Magnitsky). Moraes está de corpo e alma na campanha Lula. Foi Moraes que reuniu, na sua própria casa, os chefes do parlamento (Hugo e Alcolumbre) para apoiar Lula na eleição. Votar em Lula é absolver preventivamente (sem investigação) Alexandre de Moraes.
A mensagem que as oposições deveriam passar ao eleitor neste exato momento é a seguinte. Você quer que Moraes continue impune e nem seja investigado pelos crimes que cometeu? É simples. Basta votar em Lula.



