Medicina: faculdades a granel
Gilberto Natalini, Inteligência Democrática (18/07/2026)
Quando eu me formei há 51 anos, havia no Brasil 73 escolas de medicina. A maioria pública, como a Faculdade de Medicina da USP (estadual) e a Escola Paulista de Medicina (federal), ou filantrópicas, como a Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e a PUC de Sorocaba.
Passado 5 décadas o Brasil hoje tem 500 Faculdades de Medicina.
O que mudou?
A maioria das escolas médicas hoje são particulares, pertencem a grandes grupos privados, que exploram o ensino como uma mercadoria.
As mensalidades chegam de 10 a 15 mil reais, e a qualidade dos cursos estão abaixo da crítica.
Boa parte dessas “Faculdades” possuem carência de professores, não têm Hospitais-Escola, e não oferecem estágios ou residência médica.
O resultado desse comércio educacional, além de explorar seus alunos, é a formação de muitos profissionais com preparo deficiente para o exercício da profissão. Não sabem atender o paciente e caem no mercado de trabalho com seu CRM, praticando muitas vezes um atendimento que prejudica os pacientes.
O Brasil forma hoje 40 mil médicos por ano, com conhecimento insuficiente da profissão, e em grande parte, sem possibilidade de aprimorar seus estudos.
Na verdade, o ensino médico tornou-se um grande negócio, que não se preocupa com o bem-estar dos pacientes.
Esse processo de precarização da profissão começou há tempo, mas vem piorando nos últimos anos. Hoje temos mais de 200 pedidos de abertura de novas Escolas de Medicina aguardando aprovação do MEC.
O governo do Brasil, na busca de solução para o atendimento médico da população procurou sempre o caminho mais fácil.
Criou em 2013 o “Mais Médicos”, importando médicos de países vizinhos, sem exigir revalidação do diploma, e muitas vezes com profissionais que eram apenas Técnicos em Medicina.
Agora está criando o “Mais Especialistas” que flexibiliza a formação das especialidades, formando especialistas sem qualificação suficiente para atender a população.
O Brasil tem hoje cerca de 600 mil médicos, número suficiente para atender a demanda, nos padrões da OMS.
Mas a distribuição desses profissionais é extremamente desigual.
Somada a profusão de escolas médicas de pouca qualidade, a falta de vagas na residência médica, e a queda na formação de especialistas, podemos afirmar que essa realidade está atingindo em cheio a prática da medicina, colocando a população em risco, com um atendimento cada vez menos qualificado.




Nossa que texto horrível. “Exploram o ensino como mercadoria”. “Abaixo da crítica (crítica de quem?)”,”crm (sindicato)”,”não se preocupa com…”(todo
Mundo safado?),”países vizinho (fala Cuba logo, a famosa escravidão moderna)”. “Atendimento cada vez menos qualificado” (legal era quando os impostos dos pobres pagaram diplomas de menos de 800 elites médicos / ano). Pessimos texto de quem quer ver cada vez mais estado cuidando da saúde, que seguramente, publica, é uma das mais caras e ruins do mundo. E olha que ele já trabalhou por décadas na saúde pública e continua pessima, todo mundo que pode desejando pagar para ter seguro saúde. Parabéns.