Não somos idiotas
Quantos líderes de extrema-direita estão hoje governando regimes autocráticos?
Quais são os líderes nacional-populistas ou populistas-autoritários, ditos de extrema-direita, participantes da tal “internacional fascista”, que estão hoje governando regimes políticos autocráticos?
Lendo os “especialistas” acadêmicos ficamos com a impressão de que são muitos. Mas não são. Vejamos quais são (segundo a classificação dos regimes do V-Dem 2025):
Orbán, na Hungria, uma autocracia eleitoral.
Erdogan, na Turquia, uma autocracia eleitoral.
Bukele, em El Salvador, uma autocracia eleitoral.
Modi, na Índia, uma autocracia eleitoral.
Sim, são só esses quatro!
FORA DA CLASSIFICAÇÃO
Putin, na Rússia, uma autocracia eleitoral. Mas Putin não pode ser caracterizado como de extrema-direita já que é apoiado e apoia ditaduras declaradamente de esquerda (como China, Vietnam, Laos, Coreia do Norte, Cuba, Venezuela, Nicarágua, Angola). Putin está forjando sua própria ideologia.
Khamenei, no Irã, uma autocracia teocrática, fudamentalista-islâmica, que não pode ser caracterizada como de extrema-direita posto que conta com o apoio de governantes de regimes declaradamente de esquerda (como China, Vietnam, Laos, Coreia do Norte, Cuba, Venezuela, Nicarágua, Angola). O mesmo vale para praticamente todas as autocracias islâmicas do Oriente Médio, que não podem ser adequadamente classificadas como sendo de direita ou de esquerda.
POPULISTAS-AUTORITÁRIOS GOVERNANDO EM DEMOCRACIAS
Trump, nos Estados Unidos, uma democracia liberal (ainda é - ou era em 2025).
Meloni, na Itália, uma democracia liberal.
Fico, na Eslováquia, uma democracia eleitoral.
Milei, na Argentina, uma democracia eleitoral.
Netanyahu, em Israel, uma democracia eleitoral.
É preciso entender aqui que governo não é a mesma coisa que regime político.
OS QUE NÃO ESTÃO GOVERNANDO
O que temos em profusão são líderes populistas-autoritários, ditos de extrema-direita, que não estão governando e sim na oposição em democracias liberais. Alguns exemplos:
Ventura, em Portugal.
Abascal, na Espanha.
Le Pen, na França.
Weidel, na Alemanha.
Wilders, na Holanda.
Farage, no Reino Unido.
Purra, na Finlândia.
Grieken, na Bélgica.
Akesson, na Suécia.
Listhaug, na Noruega.
McGregor, na Irlanda.
Hanson, na Austrália.
Bolsonaro (preso) e sua família, no Brasil. Mas o regime político brasileiro não é uma democracia liberal e sim apenas eleitoral.
A imensa maioria dos líderes ditos de extrema-direita não está governando. Estão na oposição, em geral nas democracias - que permitem sua existência.
LÍDERES DE ESQUERDA GOVERNANDO DITADURAS
Em contrapartida, como governantes de autocracias declaradamente de esquerda, temos hoje no mundo:
Xi Jinpg, na China, uma autocracia fechada.
Pham Minh Chinh, no Vietnã, uma autocracia fechada.
Sonexay Siphadone, no Laos, uma autocracia fechada.
Kim Jong-un, na Coreia do Norte, uma autocracia fechada.
Lourenço, em Angola, uma autocracia eleitoral.
Díaz-Canel, em Cuba, uma autocracia fechada.
Daniel Ortega, na Nicarágua, uma autocracia eleitoral.
Delcy Rodriguez (interina de Nicolás Maduro), na Venezuela, uma autocracia eleitoral.
Os governantes de regimes autocráticos de esquerda (que se declaram, eles próprios, socialistas) perfazem o dobro dos governantes de regimes autocráticos ditos de extrema-direita. Além disso, eles dominam o BRICS, as articulações do chamado Sul Global e estão na vanguada, juntamente com Vladimir Putin, da netwar - a segunda grande guerra fria movida pelo eixo autocrático contra as democracias liberais (contando agora, para tanto, com o apoio tácito e às vezes explícito de Trump, paradoxalmente um líder considerado de extrema-direita).
Dizer que a “internacional fascista” - a articulação mundial da extrema-direita - é o único ou principal inimigo da democracia é uma falsificação. Vamos com calma, caros “especialistas” acadêmicos. Não somos idiotas.




Sorry Augusto sou sua fã número 1, mas somos idiotas sim e muito!
Há décadas nao há um levante histórico da democracia liberalista.
O último que realmente contou com nosso apoio incondicional foi Tranquedo Neves - que acabou "morrido"
De lá para cá nós os inúteis e idiotas, deixamos o Brasil descer a ladeira, até chegar neste covil que temos hoje.
Democracia começa quando o povo escolhe primeiro seus candidatos nas urnas.
Depois vem a votação melhor de três
Me corrija mestre se estou errada.
Melhor de dois?
Sabemos o que acontece quando 2 Maledetos vai para a final.