O equilíbrio frágil das nações
Conflitos globais e a busca pela paz
Joao Francisco Lobato, Inteligência Democrática (14/03/2026)
O cenário global contemporâneo é marcado por uma profunda vertigem histórica, um estado de desorientação onde a aceleração tecnológica e a fragmentação das certezas políticas colocam à prova a resiliência das civilizações e a própria viabilidade do projeto democrático. Para compreender o abismo que se abre entre o Irã, os Estados Unidos e Israel, bem como a ferida aberta no Leste Europeu entre a Rússia e a Ucrânia, é necessário recuar aos fundamentos da filosofia política e à gênese das relações internacionais modernas. A história não deve ser vista como uma sucessão linear de eventos isolados, mas como um palimpsesto onde as dores do passado e as ambições imperiais são constantemente reescritas sobre as tensões do presente, exigindo da análise uma sensibilidade que une a frieza da estratégia à profundidade da ética.
Desde a Antiguidade, pensadores como Tucídides, em sua narrativa sobre a Guerra do Peloponeso, advertiram que o medo, a honra e o interesse são os motores primordiais do conflito humano. A chamada Armadilha de Tucídides, conceito que descreve a tensão inevitável quando uma potência emergente ameaça a hegemonia de uma potência estabelecida, encontra um eco sombrio tanto na disputa por influência regional no Oriente Médio quanto na resistência russa à expansão da ordem ocidental. Este padrão histórico, repetido inúmeras vezes desde o século V antes de Cristo, sugere que a natureza humana e a lógica do poder internacional possuem uma constância perturbadora que transcende épocas e geografias.
A democracia liberal, conforme discutida por John Locke em sua teoria do contrato social e por John Stuart Mill em sua defesa da liberdade individual, surge como uma aposta ética na capacidade de gerir essas pulsões por meio da razão e do diálogo institucionalizado. Locke argumentava que os homens nascem livres e iguais, possuindo direitos naturais inalienáveis que nenhum governo pode legitimamente violar, enquanto Mill enfatizava que a liberdade de expressão e de pensamento são essenciais para o progresso moral e intelectual da sociedade. Contudo, quando o diálogo é substituído pelo silêncio das armas ou pela retórica da desumanização, retornamos ao estado de natureza descrito por Thomas Hobbes, onde a vida é solitária, pobre, desagradável, brutal e curta, e onde a guerra de todos contra todos é a condição natural da humanidade. A preservação da paz exige uma compreensão clara de que a harmonia entre as nações não decorre da bondade intrínseca dos governantes, mas da criação de uma arquitetura legal e institucional que torne a guerra uma impossibilidade lógica e prática.
Immanuel Kant, em sua obra fundamental À Paz Perpétua (1795), propôs que a paz duradoura entre as nações seria alcançada através de três elementos essenciais: a adoção de constituições republicanas que distribuem o poder e tornam a decisão de guerra mais difícil, o estabelecimento de uma federação de Estados livres que respeita a soberania mútua, e a garantia de direitos cosmopolitas que permitem o intercâmbio pacífico entre povos. Embora Kant escrevesse no século XVIII, suas ideias permanecem profundamente relevantes para o mundo contemporâneo, oferecendo um framework teórico que transcende o realismo cínico e aponta para a possibilidade de uma ordem internacional baseada em princípios éticos e legais.
A guerra em curso entre o Irã e o eixo formado por Estados Unidos e Israel, bem como a invasão russa em solo ucraniano, não são apenas disputas por território ou recursos naturais, mas colisões de cosmologias e visões de destino histórico que se chocam violentamente no tabuleiro geopolítico. No caso do Oriente Médio, as raízes da tensão contemporânea remontam a eventos transformadores de profundo impacto. O golpe de Estado de 1953, orquestrado pela CIA e pelos britânicos (MI6) para depor o primeiro-ministro Mohammed Mossadegh, plantou a semente de uma desconfiança profunda em relação ao intervencionismo ocidental. Este golpe não foi meramente um incidente político isolado, mas uma intervenção que buscava reverter a nacionalização do petróleo iraniano, demonstrando que para as potências ocidentais a soberania energética do Irã era subordinada aos interesses corporativos globais. A Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o Xá, foi em grande medida uma resposta catártica a décadas de humilhação imperial e a tentativas de imposição de uma modernidade ocidental que desprezava a identidade cultural e religiosa iraniana.
Simultaneamente, a dinâmica israelense-palestina revela uma complexidade que frequentemente é ocultada pela prosa geopolítica simplista. Desde a fundação do Estado de Israel em 1948 e a diáspora palestina que deslocou mais de 700 mil palestinos de suas terras, a região tornou-se um teatro de traumas múltiplos e irreconciliáveis na sua profundidade. Os palestinos carregam a ferida histórica da Nakba (1948), um processo que transformou uma população majoritária em refugiados dispersos. Edward Said, em sua análise do orientalismo, demonstra como o Ocidente construiu uma imagem do Oriente como irracional, perigoso e exótico para justificar dominação e contenção. O discurso norte-americano sobre o Irã frequentemente cai nessa armadilha, simplificando uma civilização milenar com uma história profunda de filosofia, poesia e ciência a um estereótipo de fanatismo religioso. Para os palestinos, a negação de direitos civis básicos, o confinamento em campos de refugiados, a ocupação territorial desde 1967 e a construção de assentamentos em territórios disputados criam um sistema que viola as normas internacionais de direitos humanos. A possibilidade de uma solução viável para palestinos depende do reconhecimento de sua condição de povo colonizado e da aplicação de princípios de descolonialidade, conforme argumentado por teóricos como Frantz Fanon e Aníbal Quijano.
Os israelenses, por sua vez, vivem com o trauma inextinguível do Holocausto e a ameaça constante de ataques terroristas, uma realidade que justifica, em sua perspectiva, medidas de segurança que outros consideram desproporcionais. Os palestinos, simultaneamente, enfrentam décadas de ocupação, deslocamento forçado e restrições à liberdade de movimento que transformam sua existência em um estado de confinamento permanente. Os iranianos carregam a memória de séculos de intervenção estrangeira, desde a partilha do império persa entre russos e britânicos até as sanções econômicas contemporâneas que prejudicam a vida cotidiana de milhões de cidadãos. Esta tríade de sofrimentos cria uma dinâmica onde cada ato de violência é visto como legítima defesa por um lado e como agressão injustificada pelo outro, perpetuando um ciclo de vingança que parece não ter fim.
A dimensão econômico-política destes conflitos, frequentemente negligenciada na análise puramente teórica, é fundamental para compreender as motivações estruturais que perpetuam a violência. O complexo militar-industrial, que concentra a capacidade produtiva de armas em corporações multinacionais vinculadas aos Estados Unidos, Rússia e potências europeias, beneficia-se diretamente da permanência do estado de guerra. As sanções econômicas contra o Irã, formalmente justificadas por questões nucleares, funcionam como uma forma de imperialismo econômico que degrada a qualidade de vida da população civil sem alcançar objetivos políticos declarados. O controle sobre recursos energéticos, particularmente petróleo e gás natural, estrutura as alianças geopolíticas de forma que a energia geopolítica reflete interesses capitalistas de acumulação mais que imperativas de segurança nacional. David Harvey e Immanuel Wallerstein, em suas análises de sistema-mundo, demonstram que a persistência de conflitos regionais é funcional para manter periferias econômicas dependentes de centros hegemônicos. Assim, a busca por paz não pode ignorar as reformas econômicas estruturais que reduzam as desigualdades que alimentam o ressentimento e a radicalização.
Paralelamente, o conflito entre a Rússia e a Ucrânia revela uma dinâmica de poder que remete ao realismo ofensivo discutido por John Mearsheimer. Esta teoria argumenta que as grandes potências são compelidas a buscar a hegemonia regional e a desconfiar das intenções alheias como forma de garantir sua própria segurança. Para o Kremlin, a expansão da OTAN em direção às suas fronteiras (particularmente após 2004 com a integração dos países bálticos e a tentativa de integração ucraniana) é vista como uma intrusão inaceitável em sua esfera de influência histórica, uma visão que ignora a soberania ucraniana em favor de uma mística imperial que remonta ao império czarista e à União Soviética. A Rússia, sob a liderança de Vladimir Putin, percebe a Ucrânia não como um Estado independente com direito à autodeterminação, mas como parte de uma civilização russa maior, uma visão que nega a existência de uma identidade ucraniana distinta e apresenta o país como uma criação artificial do Ocidente. O sofrimento prévio da Ucrânia, marcado pelo trauma do Holodomor, a fome artificial de 1932-1933 que matou milhões de ucranianos sob a política de coletivização de Stalin, e pelas décadas de dominação soviética que suprimiu a língua e a cultura ucranianas, molda uma determinação que transcende o cálculo militar, transformando a guerra em uma luta pela existência nacional e pela preservação da identidade cultural.
Michel Foucault, ao analisar a relação entre saber e poder em sua genealogia do poder, ajuda-nos a entender como a narrativa da história é usada como arma de controle. A Rússia tenta apagar a alteridade ucraniana através de um biopoder que busca controlar não apenas o território, mas a própria memória e a vida da população, impondo uma narrativa histórica que nega a legitimidade da resistência. A vigilância constante, a censura de mídia e a militarização da sociedade criam uma estrutura que se alimenta da desconfiança mútua, tornando a paz um conceito cada vez mais subversivo e distante. No Irã, similarmente, o controle estatal sobre a narrativa histórica e a supressão de vozes dissidentes refletem uma lógica de poder que busca manter a população mobilizada contra um inimigo externo, desviando a atenção de problemas internos como corrupção, desemprego e falta de liberdades políticas.
Neste cenário de desconfiança mútua e traumas históricos, as ideias de Nicolau Maquiavel tornam-se ferramentas de análise cruciais. Em O Príncipe, Maquiavel demonstra que a preservação do Estado frequentemente exige meios que a moral privada condenaria, e que o governante deve estar disposto a agir contra a ética convencional quando a sobrevivência política está em jogo. O Irã, ao cultivar o seu chamado Eixo de Resistência, uma rede de aliados e proxies que se estende do Hezbollah no Líbano aos Houthis no Iêmen, opera sob uma lógica maquiavélica de projeção de poder para garantir sua sobrevivência em um ambiente hostil. Esta estratégia não é meramente agressiva, mas defensiva em sua essência, refletindo a percepção iraniana de que a única forma de evitar uma nova intervenção é construir uma capacidade de dissuasão que torne o custo de qualquer agressão inaceitavelmente alto. Complementarmente, Carl von Clausewitz, em sua obra Da Guerra, define o conflito armado como a continuação da política por outros meios, sugerindo que a guerra nunca é um fim em si mesma, mas sempre um instrumento para alcançar objetivos políticos. A disputa nuclear e cibernética atual é a materialização dessa teoria, onde a aniquilação física é muitas vezes precedida pela imposição da vontade política através do medo, das sanções econômicas e da ameaça de destruição.
Samuel Huntington, em seu polêmico trabalho O Choque de Civilizações, parece ganhar vida nas retóricas de exclusão mútua contemporâneas, onde o Islã político e o Ocidente secular são apresentados como blocos irreconciliáveis, condenados a um conflito perpétuo que transcende qualquer possibilidade de entendimento mútuo. Esta narrativa, amplamente disseminada em círculos políticos e acadêmicos ocidentais, obscurece as possibilidades reais de diálogo e convergência baseadas em interesses comuns de estabilidade e desenvolvimento. A verdadeira questão que se apresenta é se seremos capazes de transcender essas narrativas binárias e reconhecer a pluralidade de atores, demandas e visões que existem dentro de cada “civilização”.
Diante deste panorama de destruição e sofrimento, a necessidade de paz e negociação não deve ser vista como um idealismo ingênuo, mas como um imperativo ético e de sobrevivência para a espécie humana. A diplomacia é a única via para romper o ciclo de vingança e sofrimento que consome gerações, exigindo o que Hannah Arendt chamava de a capacidade de iniciar algo novo no mundo, rompendo com os determinismos do passado. Arendt argumentava que a ação política genuína é aquela que consegue introduzir algo radicalmente novo na história, algo que não era predeterminado pelas condições anteriores. Neste sentido, a paz não é simplesmente o retorno a um status quo anterior, mas a criação de uma realidade completamente nova onde a confiança e o respeito mútuo substituem a desconfiança e o medo.
A ética da alteridade de Emmanuel Levinas sugere que o rosto do outro nos impõe uma responsabilidade infinita, uma obrigação que precede qualquer contrato ou acordo político. No calor das batalhas, seja em Gaza, no Líbano ou no Donbas, o reconhecimento da humanidade compartilhada é o único antídoto contra a barbárie que ameaça consumir a civilização. Levinas insistia que a ética não é uma aplicação da razão, mas uma resposta visceral ao sofrimento alheio, uma compaixão que precede e fundamenta toda lógica. Esta compreensão ética é especialmente crucial quando consideramos o sofrimento das populações civis que suportam os custos de conflitos cuja responsabilidade repousa em estruturas de poder distantes de suas realidades imediatas.
Para Robert Keohane e Joseph Nye, em Power and Interdependence (2011), as instituições internacionais desempenham um papel crucial na redução de custos de transação e no aumento da previsibilidade nas relações entre os Estados. Mesmo em um sistema anárquico onde não existe autoridade central, as instituições internacionais podem criar incentivos para a cooperação através da transparência, da repetição de interações e da criação de reputações. A ausência de um mediador confiável e de mecanismos de sanção eficazes permitiu que as tensões no Oriente Médio e na Europa atingissem pontos de ebulição, revelando que sem instituições fortes a justiça passa a ser definida pelo mais forte, uma realidade que Platão já denunciava em sua República quando argumentava que a justiça é simplesmente o interesse do mais forte. A reforma do Conselho de Segurança e o empoderamento de agências de mediação são passos necessários para que a ordem internacional deixe de ser um teatro de sombras.
Para isso, mecanismos institucionais concretos devem ser estabelecidos. A reforma do Conselho de Segurança deve incluir a redução do poder de veto das potências permanentes em casos de violações graves de direitos humanos e genocídio, bem como a inclusão de potências emergentes (Brasil, Índia, África do Sul, Nigeria, México) em estruturas vinculantes de mediação. Uma Corte Internacional de Justiça reforçada, com jurisdição obrigatória em conflitos interestatais e competência para investigar crimes de guerra e crimes contra a humanidade, seria essencial para estabelecer responsabilização sem exceções geopolíticas. Mecanismos de transparência militar, incluindo monitoramento de movimentação de tropas e compartilhamento de inteligência verificado por observadores neutros, reduziriam a probabilidade de conflitos deflagrados por má interpretação das intenções alheias. Um Fundo Internacional de Reparações, financiado por potências historicamente responsáveis por colonialismo, genocídios e intervenções destrutivas, ofereceria justamente uma forma de reconhecimento das injustiças históricas que alimentam o ressentimento geopolítico contemporâneo. A criação de canais de comunicação de crise em tempo real, semelhantes ao “telefone vermelho” entre EUA e URSS durante a Guerra Fria, mas expandido para incluir múltiplos atores regionais, reduziria o risco de escalação acidental de conflitos.
A questão fundamental que une estes mecanismos é o princípio de autodeterminação dos povos, estabelecido nas Cartas das Nações Unidas, mas frequentemente violado pela realpolitik. A autodeterminação ucraniana significa o direito de escolher suas alianças políticas e militares, de integrar-se à União Europeia se assim desejar, e de determinar seu próprio modelo político sem coerção externa. No contexto israelense-palestino, significa a busca por uma solução que garanta a soberania e a segurança para ambos os povos, reconhecendo que tanto judeus quanto palestinos possuem direitos históricos e aspirações legítimas sobre a terra, mas também que a ocupação colonial de territórios é incompatível com direitos internacionais. No caso iraniano, significa o direito de desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos sem ser submetido a sanções econômicas que prejudicam a população civil. No entanto, a aplicação deste princípio é extremamente complexa em áreas de conflito, onde identidades se sobrepõem e traumas históricos criam reivindicações territoriais conflitantes.
A soberania não pode ser um pretexto para o autoritarismo interno ou para a negação da humanidade de terceiros, devendo ser equilibrada com o respeito universal aos direitos fundamentais, conforme a teoria da justiça de John Rawls. Rawls propôs que uma sociedade justa é aquela que seria escolhida por pessoas racionais se estivessem em uma posição original de igualdade, sem conhecimento de qual posição ocupariam na sociedade. Este princípio, quando aplicado às relações internacionais, sugere que uma ordem internacional justa seria aquela que respeitasse a soberania de todos os povos enquanto garantisse direitos humanos fundamentais para todos os indivíduos. A estabilidade regional e global só será alcançada quando todos os povos sentirem que seu destino está em suas próprias mãos e que sua identidade é respeitada dentro de uma moldura de justiça e equidade.
Em síntese, a análise dos conflitos entre Irã, EUA, Israel, Rússia e Ucrânia revela que a humanidade enfrenta um desafio existencial que exige uma resposta que una a sabedoria dos historiadores à ética dos filósofos. A urgência da paz decorre da compreensão de que a tecnologia de destruição superou nossa capacidade de gerir o ódio, e que a negociação é a única ferramenta capaz de evitar o colapso civilizatório. O futuro das relações internacionais depende da nossa capacidade de fortalecer as instituições multilaterais e de respeitar a autodeterminação dos povos como um valor universal. Como observou Alexis de Tocqueville em A Democracia na América, a democracia e a liberdade são conquistas frágeis que exigem vigilância constante, e nas relações internacionais essa vigilância manifesta-se como o compromisso inabalável com a palavra e com o direito. Embora a paz perpétua de Kant possa parecer um horizonte distante, ela deve permanecer como o norte que guia nossas ações, lembrando-nos de que a dignidade humana é o solo fértil sobre o qual se constrói o destino comum das nações.
A desconfiança e o sofrimento que moldam as posições atuais podem ser superados se houver um compromisso real com a verdade histórica, com o reconhecimento das injustiças cometidas, e com a reparação estruturada daqueles que foram prejudicados por intervenções imperiais. O fortalecimento da governança global e o respeito à soberania popular não são apenas metas políticas, mas imperativos morais que definem nossa humanidade. Que o murmúrio da razão prevaleça sobre o clamor do extremismo, e que a diplomacia encontre caminhos onde hoje só vemos muros, permitindo que as gerações futuras habitem um mundo onde a cooperação seja a norma e a guerra apenas uma memória de um passado que aprendemos a superar através do exercício da nossa liberdade e da nossa capacidade de amar e respeitar o outro em sua plenitude.
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