O PT continuará no poder por longo tempo
Se Lula vencer a eleição de 2026
Seja qual for o resultado eleitoral de 2030 o PT continuará no poder, via STF, por longo tempo.
A maioria das pessoas - inclusive dos analistas políticos - não se deu conta da importância das eleições de 2026. As pessoas ficam pensando que Lula está se aposentando e, logo, logo, as coisas voltarão aos eixos no Brasil. Terrível engano. Um quarto mandato de Lula alterará de fato a correlação de forças no Brasil para muito além de 2030. Simplesmente porque, haja o que houver, o PT consolidará uma folgada maioria no STF (degenerado como ator político) que não poderá ser revertida nos curto e médio prazos.
Vejamos o quadro atual da suprema corte:
Gilmar (o coordenador da corporação judicial privatizada partidariamente),
Toffoli (o advogado do PT, desmontador da Lava Jato, enrolado no Master),
Moraes (o Torquemada dono do inquérito político perpétuo de exceção contra os inimigos, também enrolado no Master),
Zanin (o advogado pessoal de Lula),
Dino (o militante ex-comunista do Brasil, aliado de Lula) e
Fachin (o descondenador de Lula e legitimador da maioria governista).
Se Lula for reeleito em 2026 teremos (provavelmente):
Messias (militante do PT)
Mais três militantes de esquerda (tipo Dino 2 + Dino 3 + Dino 4).
No mínimo teremos uma maioria de 9 governistas. Não há possibilidade de reverter isso nos curto e médio prazos.
Vejamos:
Gilmar só sai no final de dezembro de 2030.
Toffoli em novembro de 2042.
Moraes em dezembro de 2043.
Zanin em novembro de 2050.
Dino em abril de 2043.
Fachin em fevereiro de 2033.
Messias (se for indicado novamente e aprovado) só sairá em fevereiro de 2055.
Os próximos “Dinos”, se tiverem menos de 50 anos, ficarão cerca de 30 anos no STF.
Atenção! Mesmo que um candidato não petista seja eleito em 2030, ele só poderá nomear 1 (um) ministro do STF: no lugar de Fachin (que sairá em 2033).
E se um não petista for eleito em 2034, ele não poderá nomear ninguém.
E se um não petista for eleito em 2038, ele só poderá nomear um ministro no final do mandato (no lugar de Toffoli, que sairá apenas em novembro de 2042).
Conclusão. Se permitimos que o STF continue atuando como ator político acima dos demais poderes, não haverá mais rotatividade ou alternância democrática no Brasil, mesmo que haja troca de governo. Ou seja, não alcançaremos a condição de democracia liberal antes da segunda metade do século 21.
Algumas pollyannas argumentam que as coisas, na prática, não serão assim, pois sob um governo não petista os membros do STF tenderão a se adaptar aos novos tempos. Em condições normais de temperatura e pressão, sim. Mas vivemos em condições anormais (no mundo e no Brasil). E se os novos nomes indicados por Lula entre 2027 e 2030 forem jovens militantes tipo Dino, podem esquecer. Eles farão da suprema corte um bunker, de onde continuarão travando a luta política até o final de seus mandatos.



