Flávio está empatando com Lula não porque a sociedade concorde com suas ideias, muito menos porque morra de amores por ele e sim porque não aguenta mais o PT no governo. Chega uma hora que não dá mais. O Brasil está cansado de Lula.
Mas Lula e o PT estão decididos a não largar o osso. Como venho dizendo há anos, o PT não aceita a alternância democrática e fará qualquer coisa para não sair do governo. Se for necessário, suas tropas de choque destruirão até as instituições que já aparelharam. É o que estamos vendo acontecer no STF.
Ao acusar Mendonça de agir politicamente, Lula não tomou um lado na briga do STF. Sempre esteve do lado dos seus agentes na suprema corte (Moraes, Gilmar, Dino e Zanin). Eles é que agora entraram de cabeça na campanha pela reeleição de Lula atropelando tudo para manter o PT no governo.
Não foi por falta de reforma no STF que o autoritário Moraes se corrompeu. Incensado como heroi pelo governo, pelo PT e pela imprensa, ele achou que podia fazer qualquer coisa, inclusive meter a mão em dezenas de milhões de dinheiro do crime. Mas Moraes não será investigado (e muito menos tornado réu e condenado) porque ele é membro da facção governista do STF imbuída da missão de reeleger Lula e, depois, garantir no vale-tudo a sua governabilidade.
Andrei Rodrigues, ex-segurança pessoal de Lula (e Dilma), na PF. Gilmar e Moraes, Zanin (advogado pessoal de Lula) e Dino (ex-ministro de Lula), principais membros da facção governista, no STF. Paulo Gonet, afilhado dessa facção, na PGR. O problema é que todos eles estão dispostos não apenas a aparelhar essas instituições, mas a destruí-las se isso for necessário para reeleger Lula.
Só há um tema político em pauta: a reeleição de Lula. Todo o desmanche das instituições que estamos assistindo no STF, na PGR e na PF tem apenas uma causa: fazer o diabo para reeleger Lula mais uma vez.
Pega o ladrão! Para o PT a derrota de Lula seria um golpe. Isso é só para esconder o real golpe de destruir a independência das instituições ao formar um consórcio entre governo, STF, PGR, PF, Presidência da Câmara e do Senado e parte da imprensa, para reeleger Lula a qualquer preço.
Pois bem. Mesmo que Lula vença a eleição, depois de fazer o diabo para isso (às custas da destruição da independência das instituições, como estamos vendo), seu quarto governo (e o sexto do PT) será altamente instável. Será crise seguida de crise e, o pior, sem instituições capazes de mediar o conflito. Só restará a repressão. Mas não é possível transformar o Brasil numa Cuba, numa Venezuela, num Irã ou numa Rússia. Então podemos afirmar, com quase 100% de certeza, que vai dar errado.
Quem fala da crise das instituições em 2026, nem imagina o que será a crise em 2027 e nos anos seguintes. A dúvida é até quando o regime político brasileiro poderá continuar sendo considerado uma democracia.




Entendo a sua opinião e os fatos que elenca levam a dedução que propõe. A falta de alternância no poder é deletéria para a democracia, porque o poder corrompe , e se o grupo encastelado no governo ficar muito tempo, ficará pior e mais poderoso. Mas nada indica que se a oposição que entrar , no caso o candidato antípoda, algo irá mudar de fato. O Estado será, apenas re-aparelhado. Mas que algo deva ser mudado não resta dúvida.