Trump e Lula: que cena!
Gilberto Natalini, Inteligência Democrática (09/05/2026)
Os EUA desde muito tempo tem relações com o Brasil.
Já houve tempo que tínhamos um complexo de colônia diante dos americanos.
De algumas décadas pra cá, o Brasil começou a ter mais protagonismo na política mundial. Outros países como China, Rússia, Índia e a União Europeia cresceram no protagonismo e o Brasil partiu para o multilateralismo.
Com a era Lula por aqui e a ascensão de Trump lá, a polarização política internacional chegou por aqui. Os dois países, por meio de seus governos ditos de “direita” e de “esquerda”, se estremeceram.
Trump, em seu complexo de xerife do mundo, tomou várias medidas contra muitos países e inclusive o Brasil.
Lula, por aqui, já se alinhava cada vez mais com regimes autocráticos como o Irã, a Rússia, a Venezuela, e diante da conduta troglodita de Trump, abriu-se mais o fosso Brasil – EUA.
Mas, então, o que aconteceu para esse amor repentino entre essas duas figuras? Esse tal “I love you” ?
Na verdade, Trump tem 62% de rejeição do povo americano, graças às suas sandices e imbecilidades. Está isolado do resto do mundo.
Lula por sua vez, também com sua reprovação acima de 50% por aqui, sente vontade de livrar-se um pouco do tal “gueto de esquerda”.
Assim, por absoluta necessidade de sobrevivência política, de Trump e de Lula, eles se aproximaram como dois polos que se atraem, dois extremos que se precisam, duas figuras que precisam da mesma boia.
A polarização ideológica, ficou em segundo plano, e prevaleceu o interesse de sobrevivência.
Trump posando ao lado de um presidente “esquerdista”.
E Lula se agarrando com um líder da direita aloucada.
Para o público, vale a foto de dois “estadistas” tratando dos interesses dos seus países.
Para a história, é o registro de dois populistas tentando salvar a própria pele.



