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Avatar de Adriana Balthazar

Estou absolutamente maravilhada com as suas observações sobre o livro porque correspondem exatamente às minhas ideias sobre nossos dilemas atuais que muitas vezes não consigo exteriorizar de forma tão clara. Vou correndo comprar esse livro.

Obrigada por esse artigo .

Avatar de Marcelo Maceo

Diogo, muito obrigado pela leitura generosa, cuidadosa e, principalmente, precisa.

O que mais me tocou no seu artigo é que você não leu Ontogênese apenas como um livro sobre redes, sociedade ou comportamento coletivo. Você entrou no nervo da pergunta que me acompanhou por anos: como certas realidades passam a existir entre pessoas, ganham corpo, organizam vidas, sustentam instituições, criam pertencimentos e, em algum momento, também podem colapsar.

A forma como você conectou essa questão à democracia me pareceu especialmente forte. Porque democracia, antes de ser apenas regime, lei, eleição ou desenho institucional, é também um mundo social que precisa ser sustentado todos os dias, nos vínculos, nas conversas, nas práticas, nos limites e na capacidade de conviver com a diferença sem destruir o campo comum.

Você captou algo que para mim é central: responsabilidade não é culpa. Coautoria não é controle. A realidade social não é produzida por espectadores, nem por uma força externa que age longe de nós. Ela nasce, se mantém e se transforma no entre, nesse espaço vivo onde participamos mesmo quando fingimos que não estamos participando.

Receber uma leitura assim, vinda de alguém que há tantos anos pensa redes, democracia, inovação e transformação social, é uma honra enorme. Mais do que uma resenha, seu texto abre uma conversa real com o livro.

E talvez seja exatamente isso que Ontogênese deseja provocar: menos adesão, mais conversa; menos doutrina, mais responsabilidade; menos mundo dado, mais consciência sobre os mundos que estamos coassinando todos os dias.

Obrigado, Diogo. De verdade.

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