Não li o livro do Maceo (ainda), mas vi que ele mesmo valida este seu artigo em um comentário abaixo. Bom saber que contribuições assim continuam sendo produzidas neste nosso "intervalo de incerteza". Grato por compartilhar sua leitura.
Luiz, meu amigo, obrigado pelo comentário. Acho que é exatamente isso: a gente vai conversando, trocando, aprendendo junto e, de vez em quando, consegue dar forma a algumas dessas percepções, cada um do seu jeito, seja escrevendo, desenhando, criando projetos, fazendo cartoons ou simplesmente sustentando boas conversas. Uma das coisas que mais gostei no trabalho do Maceo foi justamente essa capacidade de organizar e dar linguagem para questões que muita gente já vinha intuindo ou explorando por caminhos diferentes. E é bonito perceber como essas ideias vão reverberando, encontrando outras leituras e gerando novas conexões. Quando você tiver a oportunidade de ler a obra também, vou gostar muito de ouvir as suas impressões e continuar essa conversa. Abraço
Estou absolutamente maravilhada com as suas observações sobre o livro porque correspondem exatamente às minhas ideias sobre nossos dilemas atuais que muitas vezes não consigo exteriorizar de forma tão clara. Vou correndo comprar esse livro.
Olá, Adriana! Fico muito feliz em saber que a resenha já despertou insights e, principalmente, a vontade de conhecer a obra. Tenho a sensação de que existe uma rede de pessoas espalhadas por aí investigando questões parecidas, tentando organizar percepções sobre ação coletiva, mundos sociais, democracia e transformação, muitas vezes chegando por caminhos diferentes a inquietações semelhantes. Talvez uma das coisas mais bonitas desses textos seja justamente permitir esse reconhecimento e essa sintonia entre quem está nessa busca. Depois que você ler o livro, vou adorar conhecer também as suas impressões e os caminhos que a leitura abrir por aí. Um abraço!
Diogo, muito obrigado pela leitura generosa, cuidadosa e, principalmente, precisa.
O que mais me tocou no seu artigo é que você não leu Ontogênese apenas como um livro sobre redes, sociedade ou comportamento coletivo. Você entrou no nervo da pergunta que me acompanhou por anos: como certas realidades passam a existir entre pessoas, ganham corpo, organizam vidas, sustentam instituições, criam pertencimentos e, em algum momento, também podem colapsar.
A forma como você conectou essa questão à democracia me pareceu especialmente forte. Porque democracia, antes de ser apenas regime, lei, eleição ou desenho institucional, é também um mundo social que precisa ser sustentado todos os dias, nos vínculos, nas conversas, nas práticas, nos limites e na capacidade de conviver com a diferença sem destruir o campo comum.
Você captou algo que para mim é central: responsabilidade não é culpa. Coautoria não é controle. A realidade social não é produzida por espectadores, nem por uma força externa que age longe de nós. Ela nasce, se mantém e se transforma no entre, nesse espaço vivo onde participamos mesmo quando fingimos que não estamos participando.
Receber uma leitura assim, vinda de alguém que há tantos anos pensa redes, democracia, inovação e transformação social, é uma honra enorme. Mais do que uma resenha, seu texto abre uma conversa real com o livro.
E talvez seja exatamente isso que Ontogênese deseja provocar: menos adesão, mais conversa; menos doutrina, mais responsabilidade; menos mundo dado, mais consciência sobre os mundos que estamos coassinando todos os dias.
Maceo, obrigado pelo comentário e, principalmente, parabéns pelo trabalho. A leitura do Ontogênese foi uma daquelas experiências raras em que a gente encontra uma peça que estava faltando para organizar uma série de intuições, estudos e conversas acumuladas ao longo de muitos anos, especialmente em temas ligados às novas ciências das redes, inovação social, ação coletiva e democracia. A forma cuidadosa como você estrutura a ideia de mundos sociais e ontologias trouxe uma clareza que eu ainda estou digerindo e que certamente vai render novas leituras e reflexões. Para quem vem explorando esses territórios mais heterodoxos, muitas vezes fora dos limites tradicionais da academia, mas profundamente comprometidos com entender como a realidade social emerge e se transforma, considero uma leitura praticamente obrigatória. Parabéns pela profundidade e pela coragem intelectual da obra.
Diogo,
Não li o livro do Maceo (ainda), mas vi que ele mesmo valida este seu artigo em um comentário abaixo. Bom saber que contribuições assim continuam sendo produzidas neste nosso "intervalo de incerteza". Grato por compartilhar sua leitura.
(abraços, Maceo)
Luiz, meu amigo, obrigado pelo comentário. Acho que é exatamente isso: a gente vai conversando, trocando, aprendendo junto e, de vez em quando, consegue dar forma a algumas dessas percepções, cada um do seu jeito, seja escrevendo, desenhando, criando projetos, fazendo cartoons ou simplesmente sustentando boas conversas. Uma das coisas que mais gostei no trabalho do Maceo foi justamente essa capacidade de organizar e dar linguagem para questões que muita gente já vinha intuindo ou explorando por caminhos diferentes. E é bonito perceber como essas ideias vão reverberando, encontrando outras leituras e gerando novas conexões. Quando você tiver a oportunidade de ler a obra também, vou gostar muito de ouvir as suas impressões e continuar essa conversa. Abraço
Estou absolutamente maravilhada com as suas observações sobre o livro porque correspondem exatamente às minhas ideias sobre nossos dilemas atuais que muitas vezes não consigo exteriorizar de forma tão clara. Vou correndo comprar esse livro.
Obrigada por esse artigo .
Olá, Adriana! Fico muito feliz em saber que a resenha já despertou insights e, principalmente, a vontade de conhecer a obra. Tenho a sensação de que existe uma rede de pessoas espalhadas por aí investigando questões parecidas, tentando organizar percepções sobre ação coletiva, mundos sociais, democracia e transformação, muitas vezes chegando por caminhos diferentes a inquietações semelhantes. Talvez uma das coisas mais bonitas desses textos seja justamente permitir esse reconhecimento e essa sintonia entre quem está nessa busca. Depois que você ler o livro, vou adorar conhecer também as suas impressões e os caminhos que a leitura abrir por aí. Um abraço!
Diogo, muito obrigado pela leitura generosa, cuidadosa e, principalmente, precisa.
O que mais me tocou no seu artigo é que você não leu Ontogênese apenas como um livro sobre redes, sociedade ou comportamento coletivo. Você entrou no nervo da pergunta que me acompanhou por anos: como certas realidades passam a existir entre pessoas, ganham corpo, organizam vidas, sustentam instituições, criam pertencimentos e, em algum momento, também podem colapsar.
A forma como você conectou essa questão à democracia me pareceu especialmente forte. Porque democracia, antes de ser apenas regime, lei, eleição ou desenho institucional, é também um mundo social que precisa ser sustentado todos os dias, nos vínculos, nas conversas, nas práticas, nos limites e na capacidade de conviver com a diferença sem destruir o campo comum.
Você captou algo que para mim é central: responsabilidade não é culpa. Coautoria não é controle. A realidade social não é produzida por espectadores, nem por uma força externa que age longe de nós. Ela nasce, se mantém e se transforma no entre, nesse espaço vivo onde participamos mesmo quando fingimos que não estamos participando.
Receber uma leitura assim, vinda de alguém que há tantos anos pensa redes, democracia, inovação e transformação social, é uma honra enorme. Mais do que uma resenha, seu texto abre uma conversa real com o livro.
E talvez seja exatamente isso que Ontogênese deseja provocar: menos adesão, mais conversa; menos doutrina, mais responsabilidade; menos mundo dado, mais consciência sobre os mundos que estamos coassinando todos os dias.
Obrigado, Diogo. De verdade.
Maceo, obrigado pelo comentário e, principalmente, parabéns pelo trabalho. A leitura do Ontogênese foi uma daquelas experiências raras em que a gente encontra uma peça que estava faltando para organizar uma série de intuições, estudos e conversas acumuladas ao longo de muitos anos, especialmente em temas ligados às novas ciências das redes, inovação social, ação coletiva e democracia. A forma cuidadosa como você estrutura a ideia de mundos sociais e ontologias trouxe uma clareza que eu ainda estou digerindo e que certamente vai render novas leituras e reflexões. Para quem vem explorando esses territórios mais heterodoxos, muitas vezes fora dos limites tradicionais da academia, mas profundamente comprometidos com entender como a realidade social emerge e se transforma, considero uma leitura praticamente obrigatória. Parabéns pela profundidade e pela coragem intelectual da obra.