Provocando nosso parceiro Manuel Castells
Nosso velho parceiro Manuel Castells, em webinar na Fundação Fernando Henrique Cardoso, declarou:
“A maior ameaça para a humanidade atualmente é a concentração de poder em um grupo de tecno-oligarcas, com tal capacidade de poder financeiro, tecnológico e político que, agora sim, temos uma classe dominante global que pretende controlar a vida no planeta em todos os seus aspectos”.
Sinto dizer que, neste caso, ele está errado. Os distopistas das Big Techs são uma ameaça, sim, mas não a única, muito menos a principal.
Pois enquanto isso...
Xi Jinping (no comando da maior Big Tech do planeta) bate palmas satisfeito.
Kim Jong-un faz uma careta debochada.
Vladimir Putin diz ironicamente: "Isso mesmo".
Tô Lâm pisca o olho esquerdo.
Sonexay Siphandone assopra as unhas com cara de paisagem.
Aleksandr Lukashenko faz que sim com a cabeça.
Narendra Modi lembra: "Eu não disse?"
Shehbaz Sharif mostra os dentes.
Teodoro Mbasogo manda fazer mais um outdoor de corpo inteiro.
Isaias Afwerki propõe uma coalizão africana contra os tecno-otimistas.
Paul Biya convida Robert Mugabe para um chá (sem avisar Vladimir Putin, mas por mera precaução).
Recep Tayyip Erdogan vai jantar, sem seguranças, num restaurante da Avenida Istiklal.
Nayib Bukele toma seu café da manhã no CECOT - Centro de Confinamento do Terrorismo.
Miguel Díaz-Canel, segurando uma vela, pensa: “É isso!”.
Daniel Ortega dá um abraço esperançoso em Rosario Murillo.
Diosdado Cabello escreve um bilhete otimista para Nicolás Maduro na prisão.
Ahmad Vahid (dirigindo o IRGC, a “SS” dos tempos que correm em guerra contra as democracias liberais) abre um vasto sorrriso.
Naim Qassem, homiziado bem ao lado de um posto do exército libanês, incita: “Não seria o caso de explodí-los?”
Khalil Al-Hayya, enfurnado num túnel que jamais será encontrado, prepara um homem-bomba.




Genial! Muito bom!