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Avatar de Diogo Dutra

Gostei muito. Li e reli algumas vezes esses parágrafos abaixo:

“O amor (entendido biologicamente, não romanticamente) é a emoção fundamental na visão de Maturana: o domínio de condutas relacionais em que o outro surge como legítimo outro na convivência. É a emoção que torna possível o social e o surgimento do linguajar.

Para Maturana toda ação humana (incluindo a racionalidade) tem fundamento emocional. Não existe atividade humana que não esteja sustentada por uma emoção.”

Dentro da investigação que estou fazendo sobre Humanização o social é central para explicar o “tipicamente humano”. E se o amor (segundo Maturana) é fundacional do social - eu tinha uma intuição, mas tinha difículdade de explicar - então a emoção definida como amor é vetor da humanização como um todo. E esse desdobramento complexo no domínio social (que envolve os tais mundos sociais) que poderiam ser qualificados como processos de humanização ou desumanização.

Avatar de Marcelo Maceo

Muito bom, Augusto. E o comentário do Diogo tbm ajudou a perceber ainda melhor o que você está propondo aqui.

Levar isso da narrativa, deslocando ela para os modos de interação, o emocionar e os comportamentos que se propagam antes mesmo de serem racionalizados é fértil pacas. E acho ainda mais forte essa hipótese que vc deixou aparecer no final: talvez, antes de uma inteligência tipicamente humana, exista um emocionar tipicamente humano que tornou possível a própria humanização.

Se o amor, no sentido do nosso amigo Maturana, é a disposição relacional em que o outro pode aparecer como legítimo outro, então talvez ele seja mesmo uma condição de possibilidade para o social, para o linguajar, para a cooperação e para nossa capacidade de criar mundos juntos.

No fim, dentro do que venho pensando nos últimos tempos, me surge tbm a questão de que os mundos sociais que criamos podem tanto ampliar essa potência quanto restringi-la, capturá-la ou até voltar-se contra ela. Talvez seja exatamente aí que possamos começar a distinguir processos de humanização e desumanização.

Isso conversa muito com o que venho investigando na Ontogênese e acho que temos uma interlocução muito boa se formando aqui entre nós três.

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